A vitória de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2018 revelam uma nova fase da crise política que fez ruir a Nova República e o regime democrático inaugurado em 1988. Agora o estado de exceção se credencia eleitoralmente: apesar de questionável diante das inúmeras denúncias de crimes eleitorais cometidos pela campanha fascista do PSL, criou-se um verniz de legitimidade. No entanto, a vitória eleitoral não aponta para a solução da instabilidade institucional no país. A crise irá se aprofundar, e com ela as contradições que lhe deram origem.

Os setores democráticos fizeram um monumental trabalho político no segundo turno, uma lição de compromisso com a democracia e a soberania de nosso país. Este esforço não foi em vão: seu resultado foi ampliar o custo político do sucesso de eleitoral da candidatura fascista. Bolsonaro não obteve a vitória em um processo de crescimento de sua campanha, mas em um momento em que a mesma já sofria um alto constrangimento social. Isso indica que a tática correta é estabelecer um trabalho massivo de condicionamento no elo de comunicação e comando existente entre a liderança de Bolsonaro e sua base de sustentação.

O terreno de combate ao fascismo neste momento é, sem sombra de dúvida, a ampliação do trabalho de desgaste de sua narrativa, que se dá em especial pela mídia digital. 📱 Abandonar a ação condicionadora nas redes e mídias é um erro político.

A chave da resistência não é a mera medição de forças nas ruas, mas a decomposição da cadeia de comunicação/comando do inimigo. Em outras palavras, é preciso arrancar o verniz de legitimidade, demonstrar a manipulação eleitoral, produzir a fragmentação e distanciamento do setores de apoio a Bolsonaro.

É necessário reduzir a liberdade de ação do fascismo. Isso dependerá muito mais do fôlego do que da força do campo democrático. É possível sim, mesmo na condição de defensiva que nos encontramos, exercer uma postura ativa e vigorosa, sem subestimar o adversário e tampouco ignorando suas fraquezas. Ele pode ser enfraquecido, condicionado e derrotado; isso implica em assumir uma postura não convencional de resistência em nossas ações.

Essa resistência exige a compreensão de que são necessárias novas táticas e estratégias bem como a revisão das existentes no último período histórico. O cenário posto, perigoso e desafiador, exige uma militância comprometida, sem afobação ou desespero, presente no cotidiano — seja no real ou virtual — do povo. Exige uma Resistência Popular Prolongada (RPP), novas maneiras de fazer política e um esforço na unidade e na construção coletiva.

Nesse sentido, convidamos todos e todas que desejam aderir, engajar-se e organizar um amplo movimento de resistência democrática por todo o Brasil. Precisamos urgentemente diminuir a base eleitoral de Bolsonaro. Isso significa que temos que motivar quem é contra o fascismo a fazer a coisa certa, ou seja, disputar verdadeiramente a opinião e reverter o apoio dado ao PSL. As 🔰 BDB – Brigadas em Defesa do Brasil 🔰 são células de base de um amplo movimento que têm como missão promover o envolvimento ativo do povo em favor da democracia e da soberania de nosso país. Entendemos que o fascismo é um ameaça real ao nosso povo e a soberania brasileira.

SUA PARTICIPAÇÃO FAZ A DIFERENÇA!

📌 Não perca tempo. Inscreva-se aqui!

Unidade Contra o Fascismo. Pátria Livre!

Coordenação Política Nacional das Brigadas Populares

29 de outubro de 2018

Nota pública das Brigadas Populares sobre o resultado das Eleições de 2018

Uma ideia sobre “Nota pública das Brigadas Populares sobre o resultado das Eleições de 2018

  • novembro 6, 2018 em 2:07 pm
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